Tua História

A inclusão vem com a história

Eu sou a Lisete, natural de Santa Rosa, filha de uma dona de casa e de um contador, que atuava como funcionário público e tinha um pequeno comércio. Nasci numa família de imigrantes italianos que vinham em busca de novas oportunidades para melhorar de vida.

Tenho quatro irmãos e estávamos sempre rodeados de pessoas das mais diversas etnias: alemã, polaca, russa, japonesa, turca, espanhola, indígena, cigana e outras, num ambiente inclusivo por natureza. Desde criança, essa mistura de sonhos, de etnias, de pensamentos e de ideologia nortearam a minha vida. Na simplicidade dessas comunidades que lutavam por melhora, tinha que se aprender a viver e a conviver: todos juntos reunidos, incluídos.

Lisete tem cabelos pretos e olhos castanhos. Ela sorri para a foto, o fundo é branco.

Na linha do tempo, iniciei meus estudos aos três anos de idade, fui aluna de Colégio Franciscano até completar o segundo grau no Liminha. Nas páginas do Correio do Povo, me encantei por este novo sistema inclusivo e fui a Santa Maria estudar Economia em busca desta nova ideologia. Não a encontrei, troquei para o curso de Educação Especial, no qual já fervilhavam algumas ideias sobre o tema. Casei com um Engenheiro Civil e fui morar em Frederico Westphalen, onde cursei Administração de Empresas, pois se tinha na época uma pequena empresa de pré-moldados de cimento. No final daquele ano, tivemos que voltar a Santa Maria para assumir os negócios da família. Neste período, ganhei dois filhos lindos.

Depois disso, não parei mais de estudar, fiz Direito, algumas especializações, mestrado e doutorado, sempre voltada às políticas públicas inclusivas. Participo de alguns grupos que acompanham o desenvolvimento do processo inclusivo, oportunidades únicas que me proporcionaram conhecer e participar de vários encontros mundiais. Sinto-me muito feliz por participar deste movimento, pois voltamos às ideias iniciais de inclusão como sistema e que precisa realmente de todos juntos e incluídos para dar certo.

Em suma, acredito que estamos conseguindo implantar este novo sistema no mundo, que requer ainda muitos ajustes, mas que vai ajudar a melhorar a qualidade de vida de todos os povos que ainda acreditam em colaboração e humanização.

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