Tua História

Com quatro membros amputados, jovem se reencontra na natação e quer inspirar outras pessoas

Aluna do Instituto Superar vê na natação oportunidade de realizar o “impossível” 

Jéssica Oliveira está com seu instrutor Marvym de Brito. Eles sorriem para a foto.

Aos 10 anos, Jéssica Oliveira viu sua vida virar de cabeça para baixo ao contrair meningite meningocócica e, como sequela, boa parte de seu corpo ficar necrosada. Além de lutar contra a doença, durante o período de um ano e dois meses em que ficou internada, ela teve que lidar com a notícia de que precisaria amputar os quatro membros. Mas, assim como o período que passou no hospital, até hoje Jéssica se mantém otimista e segue em frente para ser uma inspiração para outras pessoas.

 A adolescente conta que receber a notícia sobre a necessidade da amputação foi muito difícil, mas sabia que estava com uma doença grave e precisou se manter confiante de que sobreviveria àquela situação. “O mais importante naquele momento era eu estar viva. Por esse motivo, aceitei a primeira amputação e me mantive firme nas outras”, lembra Jéssica, que hoje tem 14 anos.

 O esporte entrou na vida de Jéssica em 2016, quando assistiu aos Jogos Paralímpicos. Ao acompanhar a natação adaptada, ela percebeu que diversos atletas tinham os membros amputados, assim como ela, e foi o jeito que nadavam que a fez se apaixonar pela modalidade. Neste momento, Jéssica conheceu o Instituto Superar e se redescobriu através do esporte.

 “A natação é muito importante para mim. Eu consigo trabalhar todas as partes do meu corpo, o equilíbrio, o controle da respiração e tudo mais. O esporte adaptado faz parte da minha vida. Com ele, eu posso superar cada vez mais e me faz sentir viva novamente. Como a natação adaptada está sendo muito importante para mim, pretendo seguir para o resto da minha vida e me aperfeiçoar cada vez mais. Estou muito feliz por ter a oportunidade de treinar e por conseguir fazer coisas através da natação, coisas que imaginei que não conseguiria”, explica a nadadora.

Mesmo sendo jovem, Jéssica tem o futuro muito claro em sua cabeça. Com o esporte, a atleta deseja participar dos Jogos Paralímpicos e, assim, inspirar outros jovens da mesma maneira que aconteceu com a sua história. “Mas não é só isso, também estou treinando para dar palestras motivacionais e escrever livros que ajudem outras pessoas a lidarem e superarem as suas dificuldades”, completa.

Jéssica está em uma piscina. ela usa maiô azul marinho e sorri para a foto.

Jéssica está com próteses nas pernas. ela está em pé e sorri para a foto.

 Sobre o Instituto Superar

Através do esporte paralímpico e da educação, o Instituto Superar visa trabalhar o desenvolvimento humano da pessoa com deficiência e mobilidade reduzida para permitir a conquista da independência e da autonomia social. Com 11 anos de atuação e sede no Rio de Janeiro, onde atualmente atende a 80 alunos, atletas e familiares a instituição também atua em São Paulo e Minas Gerais, somando outros 40 integrantes. As modalidades oferecidas são vôlei sentado, atletismo, natação e futebol adaptado e bocha – a participação de atletas em competições nacionais e internacionais já rendeu a conquista de diversas medalhas. O Instituto Superar tem o apoio do Ministério do Esporte, através da lei de incentivo ao  esporte, e conta com o patrocínio de Sky, Repsol, Brasilcap, Instituto Lojas Renner, Icatu, White Martins, AT&T, Engie, Rip, Cielo e Catho.

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