Tua História

Respeito e empatia para que todos sejam felizes

Me chamo Le Batilli, tenho 31 anos, sou cantor e compositor gaúcho.

Tenho um lymphoma intramedular congênito, que aos 25 anos afetou minha sensibilidade motora da cintura para baixo. Ou seja, não sinto nada da cintura para baixo e consequentemente fiquei em uma cadeira de rodas. A única forma de tratamento é via cirúrgica, o que pra mim é extremamente desgastante, pois já fiz três cirurgias e o tempo de recuperação é de um ano. Fui perdendo os movimentos gradativamente, mas com muita força de vontade e contrariando diagnósticos voltei a andar. Infelizmente por conta da minha última cirurgia, que foi muito problemática, fiquei de vez na cadeira de rodas. Isso já faz três anos.

Sou um cara muito consciente da minha situação e me respeito muito a ponto de passar por cima de alguma possível vitimização. Eu namoro, faço shows, tenho muitos amigos que me respeitam e que a partir dessa vivência comigo acabam tendo empatia na questão da acessibilidade nos locais, não só de saúde como os de lazer e cultura.

Penso que as administrações públicas pouco se importam realmente, só nos vêem como números na hora do voto. Isso tem que mudar a partir de todos nós no momento em que termos todos empatia. Isso não só pelos deficientes e sim pelo ser humano. Dessa forma seremos capazes de distinguir quem serve para ser nossos verdadeiros representantes dos nossos direitos. Que não sejamos apenas um povo marcado, mas sim um povo feliz.

Le está em meio a um show em cima do palco. Ele está com um dos braços levantados e no outro está o microfone, perto da sua boca.

 

Le está em meio a um show em cima do palco. Ele está com os braços levantados e em uma das mãos está o microfone.

 

 

 

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